sexta-feira, 29 de março de 2013

Mensagem do Ministro Geral da OFM para Páscoa


CREIO, SENHOR, MAS AUMENTA MINHA POBRE FÉ (cf. Mc 9,24)

“Ressuscitou!” (Lc 24,6)

Esta é, meus queridos irmãos e irmãs, a experiência dos que comeram e beberam com Ele depois da sua ressurreição (cf. Atos 10,41), e de todos os que se sentem renascidos “para a esperança viva, para a herança incorruptível” (1Pe 1,3-4). “Ressuscitou!” Este é o fundamento da nossa fé, a razão da nossa esperança e o motivo da nossa caridade: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15,14). Sem esta experiência, a cruz de Jesus e as nossas seriam uma tragédia e a vida cristã, um absurdo. A partir dela, ao contrário, podemos cantar com a liturgia: “O Crux, ave, spes unica”, “Salve, ó cruz, nossa única esperança!”. O Crucificado “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Cor 15,4). Eis aqui o núcleo central da nossa fé e do kerigma primitivo: “Tanto eu como eles, eis o que proclamamos” (1Cor 15,11). A ressurreição é o grande “sim” de Deus Pai a seu Filho e, nele, a nós, por isso é também o tema do anúncio e o fundamento da nossa fé.

Sim, verdadeiramente ressuscitou!

Sempre me impressionou o fato de que os cristãos orientais neste período se saúdam com as seguintes palavras: “Cristo ressuscitou”, ao que se responde “Sim, verdadeiramente ressuscitou!”. Sim, ressuscitou. Esta confissão de fé a fazemos no contexto do Ano da fé, querido por Bento XVI “para que a Igreja renove o entusiasmo de se crer em Jesus Cristo, único Salvador do mundo, reavive a alegria de caminhar pela via que nos tem indicado; e testemunhe de modo concreto a força transformadora da fé” (Bento XVI, Audiência 17/10/2012).

Crer, um caminho que dura tanto quanto a vida

Talvez possa parecer estranho que dedique esta carta de Páscoa ao tema da fé. Alguns poderiam pensar que a fé é um pressuposto óbvio na vida de um religioso e franciscano. Eu não creio que seja assim. Realmente a fé nunca pode ser dada por descontada,  particularmente em nosso tempo em que “uma profunda crise de fé atingiu muitas pessoas” (PF 2). E dado que atravessar a Porta da fé (cf. Atos 14,27) “implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira”, que “tem início no batismo (cf. Rom 6,4) […] e conclui-se com a passagem através da morte para a vida eterna”(PF 1), é necessário que em todo tempo e em todas as circunstâncias da vida se faça verdade sobre nossa fé, a fim de que esta cresça dia a dia e possa “fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2). Precisamos ter a coragem de perguntar-nos: sou pessoa de fé ou um simples ateu praticante? Qual é o estado real de “saúde” da minha fé? Temos que ter também a lucidez necessária para dar uma resposta sincera e profunda a perguntas tão vitais como estas. Penso dizer a verdade ao afirmar que a crise de fé vivida dentro da Igreja, como muitas vezes denunciou o Papa, também é palpável entre nós. Ao afirmar isso não penso tanto numa fé teórica e conceitual, mas numa fé celebrada, vivida e confessada na vida quotidiana. Sem negar que a maior parte dos irmãos dão cotidianamente, sem holofotes, sem aplausos e sem grandes discursos, testemunho humilde de uma fé confessada, vivida e celebrada, permanecendo fiéis contra toda a esperança e fazendo de sua vida experiência do mistério pascal, também é verdade que o secularismo, entendido como um conjunto de atitudes hostis à fé e que afeta vastos setores da sociedade, pode ter entrado em nossas fraternidades e em nossas vidas; e que a queda do horizonte da eternidade e a redução do real à única dimensão terrena tem sobre a fé o efeito que tem a areia jogada sobre a chama: a sufoca e acaba por apagá-la. Creio que seja necessário, especialmente durante este Ano da fé, fazer uma parada, moratorium, para avaliar a nossa fé. Quanto são atuais as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, em 1989, afirmava: “A apostasia da idade moderna se funda sobre a queda de uma verificação da fé na vida dos cristãos.”

Fé é vida

O Papa na sua catequese sobre a fé, no dia 17 de outubro de 2012, afirma: “Ter fé no Senhor não é um fato que interessa só à nossa inteligência, a área do saber intelectual, mas é uma mudança que envolve a vida, a totalidade de nós mesmos: sentimento, coração, inteligência, vontade, corporeidade, emoções, relações humanas.” E nesta mesma ocasião o Papa Bento se pergunta: “A fé é verdadeiramente a força transformadora em nossa vida, em minha vida? Ou é só um dos elementos que fazem parte da existência, sem ser o determinante que a envolve totalmente?” É isto, meus queridos irmãos e irmãs, o que temos de perguntar-nos, porque a fé, longe de ser algo separado da vida, é a sua alma: “A fé cristã, operosa na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida; mais ainda, a torna plenamente humana” (Bento XVI, Audiência …). Não podemos falar de fé sem fazer referência à vida, porque é esta que a torna compreensível e atraente (cf. Sant 2, 1ss). Fé e vida se exigem reciprocamente, e uma sustenta a outra.

Por outro lado, sustentados pela fé, olhamos com confiança o nosso compromisso pela transformação das estruturas de pecado, esperando “novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” (2P 3,13). Só unindo fé e vida, fé e compromisso em favor de uma sociedade mais em sintonia com os valores do Evangelho, seremos “sinais vivos da presença do Ressuscitado no mundo” (PF 15). Com razão o Capítulo de 2006 nos dizia no documento final: “A fé implica tudo o que somos, […] A vida na fé é a verdadeira fonte da nossa alegria e da nossa esperança, do nosso seguimento a Jesus Cristo e do nosso testemunho para o mundo” (Sfc, 18). Fé e vida são inseparáveis. São Boaventura, no Prólogo do Breviloquium, define a fé com três imagens que considero muito esclarecedoras em relação ao que estamos dizendo: “fundamentum stabiliens”, fundamento que dá estabilidade; “lucerna dirigens”, lâmpada que dirige; “ianua introducens”, porta que introduz. Enquanto fundamento, a fé é o que dá estabilidade à nossa vida; enquanto lâmpada, a fé é a luz que consente ver e indica a direção justa; enquanto porta, a fé é a que permite ir mais além e que introduz na comunhão com o Santo dos santos. A fé é a luz que nos permite alcançar e poder abrir a porta que nos introduz sem obstáculos no mundo de Deus, permitindo-nos caminhar segundo a Sua vontade.

A fé: graça e responsabilidade

Crer supõe, acima de tudo, acolher um dom com o qual somos agraciados imerecidamente: o dom da fé.

“O Senhor lhe abrira o coração para que atendesse ao que Paulo dizia”, afirmam os Atos ao referir-se à Lídia (cf. Atos 16,14). Francisco assim o reconhece também em seu Testamento: “O Senhor me deu uma tão grande fé […] O Senhor me deu e me dá tanta fé…” (cf. Test 4.6). Para Francisco, e também para nós, tudo é graça (cf. Test 1.2.4.6.14.25), também a fé. Por isso a fé visa sempre atuar e transformar a pessoa a partir de dentro, visa a conversão da mente e do coração.

A fé, no entanto, é também compromisso pessoal para conservá-la e fazê-la crescer. Por isso Bento XVI nos propõe que durante este Ano da fé façamos “memória do dom precioso da fé” (PF 8). Já o santo Bispo de Hipona, numa de suas homilias sobre a Redditio Symboli, a entrega do Credo, diz: “Vós o tendes recebido [o Credo], porém deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele” (S. Agostinho, Sermo 215, 1). A Igreja primitiva pedia que se aprendesse de memória o Credo (cf. PF 9), para conservar a fé e para recordar a própria condição de pessoas de fé. Este re-cordar, passar de novo pelo coração, não se limita ao passado, mas faz com que a fé entre no presente, qualificando a própria vida, e se abra ao futuro desenvolvendo-se, como cresce o grão de mostarda ( Mt 13,31). Assim o conteúdo do Credo, síntese de nossa fé, se faz história, se faz vida e se abre às mirabilia Dei, “obras admiráveis de Deus”, que o Senhor continua a operar em nós.

A fé é, pois, uma graça que devemos acolher com verdadeira e profunda gratidão, e uma responsabilidade que nos leva a tomar consciência dela, “para reavivá-la, para purificá-la, para confirmá-la e para confessá-la” (Paulo VI, Exortação Apostólica. Petrum et Paulum. Apostolos, 1967). A fé, se queremos que não se apague, perdendo assim a possibilidade de ser sal e luz em nosso mundo (cf. Mt 5,13-16), deve ser redescoberta constantemente (cf. PF 4), e vivida com alegria, de tal modo que possamos confessá-la, individual e comunitariamente, interior e exteriormente (cf. Petrum...) e celebrá-la na liturgia e em nossa vida cotidiana (cf. PF 8.9). A fé que me foi dada, me foi também confiada para que a conserve e a faça crescer. Com o coração se crê, e com a boca se faz a profissão de fé (cf. Rom 10,10). Acolhida e responsabilidade são inseparáveis.

A fé: adesão a Cristo e à Igreja

Tentando sintetizar ao máximo, penso que a resposta à pergunta o que é a fé? seja adesão. Adesão cordial a uma pessoa, à pessoa de Cristo, e adesão gozosa aos conteúdos, os que a Igreja nos propõe no Credo e através do Magistério. A adesão à pessoa de Jesus Cristo, essencial na vida da pessoa crente, comporta um encontro pessoal com Jesus através de uma vida intensa de oração, de uma rica vida sacramental e da Leitura orante da Palavra.

Temos de ser muito conscientes de que no campo da fé jogamos tudo no encontro com a pessoa de Jesus. Sem este encontro nossa adesão será a uma ideia ou ideologia, nunca a uma pessoa ou a uma forma de vida. Por outro lado, a adesão aos conteúdos da fé que nos apresenta a Igreja comporta o conhecimento de tais conteúdos e uma reflexão profunda sobre eles, assim como uma visão de fé sobre a própria Igreja. Não se trata de professar “a minha fé”, mas de fazer minha a fé da Igreja, o que se traduz em obediência caritativa (cf. Adm 3,6) e em consentimento “com a inteligência e a vontade ao que propõe a Igreja” (PF 10; Dei Verbum 5; Dei Filius III). Faço meu o convite do último Sínodo para reanimar o nosso entusiasmo de pertencer à Igreja (cf. Instrumentum Laboris 87). Somente com este entusiasmo poderemos “restaurá-la”, como fez Francisco.

A fé conforme Francisco

Enquanto Irmãos Menores ou seguidores de Francisco, é importante deter-nos, ainda que brevemente, sobre o caminho da fé de Francisco e as suas expressões. Tendo presente os seus Escritos, é fácil descobrir que a fé do Assisense é, acima de tudo, uma fé teologal, com clara estrutura trinitária e cristocêntrica (cf. Ad 1; RnB 22,41-55; 23,11; LM 9,7). A sua experiência espiritual se caracteriza por uma relação de familiaridade com a Trindade. Além disso, algo que salta imediatamente à vista é que sua fé tem uma dimensão eclesial, superando assim a visão meramente individualista. Francisco, como a própria Igreja, nos ensina a dizer “creio”, “cremos” (cf. PF 9). No Testamento faz confissão da sua “fé nas igrejas e nos sacerdotes” (cf. Test 4-7). Esta “fé nas igrejas e nos sacerdotes” nos leva a compreender também outro aspecto digno de nota: a importância existencial da Igreja na vida da fé de Francisco; importância que não se deve à perfeição de seus membros, particularmente da hierarquia ou dos sacerdotes, mas ao fato de que nela se pode encontrar a Cristo. Deus fala a Francisco na Igreja e através dela, também quando esta “é ameaçada de ruína” (cf. 2Cel 10-11; LTC 13), porque nela, também naquele tempo, está Cristo. Francisco nunca verá a Igreja, a Igreja Romana da qual fala, como uma ameaça para viver o Evangelho, nem sequer quando esta poderia ser uma igreja “ferida” e “pecadora”. “E não quero considerar neles o pecado – dirá falando dos sacerdotes-, porque vejo neles o Filho de Deus, e eles são meus senhores” (Test 9). A partir da sua fé em Cristo, que se encontra na Igreja e que passa através da fé “nas igrejas e nos sacerdotes”, se compreende porque o Poverello tenha entregado a sua Forma de vida, revelada-lhe pelo Altíssimo (cf. Test 14), à aprovação da Igreja, e que na Regra prometa “obediência e reverência ao senhor papa Honório e a seus sucessores canonicamente eleitos e à Igreja Romana” (RB 1,2). Nessa mesma ótica, se entende muito bem que peça a seus Irmãos que vivam segundo “a fé e a vida católica” e que isto seja uma condição para permanecer na Fraternidade (cf. RnB 19,1-2). Também é facilmente compreensível que a “fé católica” seja para São Francisco um dos critérios fundamentais do discernimento de um candidato (cf. RB 2,3), e a Igreja critério para a verdadeira fé (cf. T. Matura, Francesco parla di Dio, Milano 1992).

Uma penúltima anotação

Em seu itinerário, “o mistério eucarístico constitui para Francisco o coração da vida de fé” (P. Martinelli, Dammi fede diritta, Porziuncula 2012), como aparece, entre outros muitos textos, na primeira Admoestação. Diante deste mistério é necessário ativar os olhos do espírito ou os olhos da fé, uma expressão que já encontramos em Santo Agostinho, para evitar o ver segundo a carne e, como consequência, “não ver nem crer” (cf. Adm 1,8; C. Vaiani, Vedere e credere. L’esperienza cristiana di Francesco, Milano 2000). Finalmente, temos que recordar que para Francisco o mistério eucarístico está intimamente unido à Palavra, a ponto de considerar esta segundo a mesma lógica da Eucaristia, e para a Palavra pede “veneração” (cf. Ord 34-37), porque nela se deve honrar “o Senhor” (cf. Ord 36). Atrás das palavras, Francisco “vê” a Palavra; nas palavras escuta a Palavra salvífica do Pai no momento presente (cf. 2Fi 34).

Como se pode ver, a fé de Francisco não é, em absoluto, uma fé abstrata. Hoje se nos apresenta como uma testemunha de fé: a confessou, a professou, a celebrou e a testemunhou com a sua vida, em um ambiente nada fácil. O que nos está dizendo Francisco como confessor da fé? Que mudanças nos pede no que se refere à fé?

Conclusão

Queridos irmãos e queridas irmãs: muitas vezes se diz que o problema da Igreja são os “afastados”. Pessoalmente penso que não só eles são o problema, mas também os “de perto” podem ser um problema quando permanecem na soleira da “Porta da fé” sem nunca atravessá-la. O Ano que estamos vivendo é um convite urgente para atravessar a Porta da fé, para considerar-nos peregrinos na noite, para colocar-nos em caminho para encontrar Aquele a quem nunca buscaríamos se não tivesse vindo antes a buscar-nos (cf. Santo Agostinho, Confissões, 13,1). Como afirmou o Cardeal Martini, a fé é sempre “uma fé mendicante”, como aquela dos Magos, nunca uma fé “pré-fabricada”, como a dos escribas (cf. Mt 2,1ss). Paulo pede a seu discípulo Timóteo que “busque a fé” (cf. 2Tm 2,22), com a mesma constância como quando era jovem (cf. 2Tm 3,15). Acolhamos este convite como dirigido a cada um de nós e aproveitemos este Ano de graça para “fazer memória do dom da fé” (PF 8).

Cristo ressuscitou!  Sim, verdadeiramente ressuscitou!

Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs: Feliz Páscoa de Ressurreição! Feliz caminhada neste Ano da Fé!

Vosso irmão, Ministro e servo

Frei José Rodríguez Carballo, OFM

Ministro Geral, OFM

Roma, 19 de março de 2013, festa de São José.

sábado, 2 de março de 2013

Material de formação permanente da OFS

Dossiê mensal, fevereiro 2013
INTERNACIONAL PRESIDENTE DO CONSELHO SFM
PROJETO EDUCAÇÃO CONTINUADA
BRIEFING MENSAL
Fevereiro 2013 - Volume 4 - n º 37

Teologia do Corpo
Pelo Beato Papa João Paulo II
Dossiê elaborado pela equipe do Conselho Internacional para a Aprendizagem ao Longo da Vida
Ewald Kreuzer, Coordenador SFO
Lucy Almiranez, OFS
Mike e Jenny Harrington, OFS

Uma das conclusões gerais do Capítulo Geral de São Paulo, Brasil, em novembro de 2011, diz:
"Os jovens, que estão muito preocupados, e com razão, o grande tema da sexualidade, precisamos da ajuda dos franciscanos seculares, começando com a testemunha. Portanto, este capítulo sugere a inclusão nos programas de formação da OFS e da Juventude Franciscana corpo Teologia do Beato João Paulo II, para permitir que os seus membros a redescobrir a beleza da sexualidade, casamento e família e viver estes dons de acordo com o plano de Deus ".
O que é a teologia do corpo?
"Teologia do Corpo "de João Paulo II é a visão integral da pessoa humana, corpo, alma e espírito. Como ele explica, o corpo humano tem um significado específico e é capaz de revelar respostas sobre questões fundamentais sobre nós e nossas vidas:
  • A vida tem um propósito real, e se assim for, o que é?
  • Por que fomos criados masculino e feminino? Será que realmente importa se são de um sexo ou de outro?
  • Por que o homem ea mulher chamado à comunhão desde o início? O que diz a respeito de Deus e do Seu plano para a nossa vida, a união matrimonial do homem e da mulher?
  • Qual é o propósito da vocação ao matrimônio e do celibato?
  • O que exatamente é "amor"?
  • É realmente possível ser puro de coração?
Todas estas questões e muito mais são respondidas pelo Papa João Paulo II durante as audiências 129 quarta-feira, que foram ensinados catecismo entre 1979 e 1984. Suas reflexões são baseadas nas Escrituras (especialmente os Evangelhos, São Paulo e Genesis), e contém uma visão da pessoa humana verdadeiramente digna do homem. João Paulo II discute que o homem, no início, o homem que é agora (depois do pecado original), e que será nos próximos anos. Então ele aplica a sua mensagem para as vocações para o casamento e celibato, em preparação para o Reino dos Céus.
A mensagem revolucionária de esperança e de transformação da vida Papa contrariar as tendências sociais que incitam-nos a ver o corpo como um objeto de prazer ou como uma máquina de manipulação. João Paulo II tem uma bela vista da sexualidade em sua Teologia do Corpo e trabalhos anteriores, como amor e responsabilidade. Ele encoraja uma verdadeira reverência para com o dom da nossa sexualidade e nos desafia a viver de acordo com a nossa dignidade de pessoas humanas. Sua teologia não é apenas para adultos jovens ou casais, mas para todas as idades e vocações, porque resume o significado verdadeiro da pessoa humana.
"Preparem-se! Tomando o que disse o Santo Padre em sua Teologia do Corpo, nunca vemos a nós mesmos, ou vamos ver o outro, ou veremos a Igreja, os Sacramentos, a graça, para Deus, para o céu , a vocação do casamento, ao celibato .... nunca ver o mundo da mesma maneira. " (Christopher West)
Aqui estão os itens do nosso treinamento dossier este ano 2013 (elaborado com a ajuda tipo de Jenny e Mike Harrington, África do Sul OFS). Nós convidamos você a usar esses dossiês por seu trabalho em sua formação fraternidades em todos os níveis. Ficaremos felizes se você deixe-nos saber a sua experiência de trabalho com estes dossiê treinamento.

O amor humano no plano divino
1. Introdução (Papa João Paulo II, a dignidade da pessoa humana em relação com Cristo e através de seu corpo na terra - Encarnação)
2. De volta ao básico - Nossa Criação (solidão original, laUunidad Original, nudez, dom sincero de si mesmo significado / esponsal do corpo, Conhecimento)
3. O coração humano (o pecado original, a luxúria / luxúria / vergonha, tensão / Conflito-criado universo e das relações humanas, Sermão da Montanha)
4. O resgate do corpo (Verdade e liberdade, auto-controle / Pureza)
5. A ressurreição do corpo (nosso destino, a visão beatífica, Comunhão dos Santos)
6. Vida celibato e Religiosa (Vocações)
7. O Sacramento do Matrimônio
8. Sinal sacramental (linguagem corporal, Cântico dos Cânticos, livre, total, fiel, fecundo)
9. Ética (Humanae Vitae e NFP)
10. Conclusão (s) (Cultura da Vida, Evangelium Vitae)

Beato João Paulo II
Muito antes de ele se tornar papa, Karol Wojtyla era um amigo e conselheiro de centenas de casais. Ele sabia quase todas as dificuldades humanas em confissão. Sua experiência pessoal durante a Segunda Guerra Mundial e do nazismo em sua idade jovem, e nos primeiros anos do seu sacerdócio, teve uma profunda influência sobre sua vida. Maior parte do tempo foi gasto pensar, escrever e refletir filosoficamente sobre o significado da pessoa. Em seu livro " Amor e Responsabilidade ", diz ele," O homem deve ser conciliado com a sua grandeza natural, ele não deve esquecer que ele é uma pessoa . "Ele também observa que se o amor é algo bonito, se deve ser total e completa, deve ser "totalmente integrada", o que significa que deve ser construído para priorização incorreta de todos os elementos do verdadeiro amor ... "amor no sentido total da palavra é uma virtude, e não apenas uma emoção, e muito menos uma mera excitação dos sentidos. "

Os escritos do teologia do corpo são abordagem nova, profundo e autêntico para os ensinamentos da Igreja sobre amor, sexo e casamento. Esta mensagem é contracultural. Olhando para o mundo ao nosso redor: a filosofia do "Eu posso fazer o que quero com o meu corpo", desagregação familiar levou à perda da dignidade humana, a solidão dos indivíduos e confusão moral profunda. Estamos vivendo em um mundo saturado de informações sobre sexo, é difícil não ser afetado pela barragem de insinuação sexual, mensagens e imagens que são transmitidas através de filmes, revistas, TV, outdoors e na Internet.
De setembro de 1979 até novembro de 1984, o Papa João Paulo II deu uma série de notáveis ​​público 129 quarta-feira que se dedicam à "teologia do corpo ", o casamento ea sexualidade humana em geral. Um estudo de como Deus revela o seu mistério através do corpo humano. Uma reflexão bíblica sobre o sentido da encarnação humana de homens e mulheres, nomeadamente no que respeita a chamada para que os dois se tornam "uma só carne". Os primeiros alvos da cultura da morte, é a pessoa humana, do matrimônio e da família. Os ensinamentos de João Paulo são respostas que afirmam a nossa dignidade como pessoa humana e do esplendor de casamento e família.

Na Evangelium Vitae, ele fala sobre o trabalho de educação e conscientização, o que ajuda as pessoas a se tornar mais humano, trazendo-os ainda mais perto da verdade, com o respeito à vida e os relacionamentos certos. Ele diz: "É uma ilusão pensar que você pode construir uma verdadeira cultura da vida humana, se não ajudar os jovens a compreender ea viver a sexualidade, amor e toda a existência de acordo com seu significado verdadeiro e na sua íntima correlação. Sexualidade, o que enriquece a pessoa como um todo ", manifesta o seu significado íntimo ao levar a pessoa ao dom de si no amor" (Evangelium Vitae 97)

Se quisermos descobrir o verdadeiro significado do homem e da mulher, e por que nos relacionamos uns com os outros como nós, que precisamos olhar não só para a nossa composição psicológica ou o nosso comportamento típico, mas o que Deus revelou sobre o nosso fim.

Beato João Paulo II respondeu com as crônicas de confusão na sociedade sobre a identidade eo significado da pessoa humana, ele enfatizou que a identidade ea vocação da pessoa humana são feitos através da graça e ser total no amor. O plano de Deus para a vida e amor é tão belo e profundo que uma vez revelado a nós, nunca olhar da mesma forma uma relação entre um homem e uma mulher.
Questões para reflexão:
1. Por que você acha que o Papa João Paulo II dedicou muita energia para escrever e ensinar sobre a pessoa, a sexualidade, casamento e família?
2. Como você descreveria a visão do nosso mundo de hoje sobre sexo e casamento?
3. Porque você acha que a pessoa humana, casamento e família são os primeiros alvos da cultura da morte?
4. Como estamos abertos para discutir a sexualidade e as relações conjugais dentro de nossas famílias?
5. Pense no seu relacionamento com Jesus Cristo em sua vida e os outros?
Referências :
'Humanae Vitae' - Papa Paulo VI, Amor e Responsabilidade - Padre Karol Wotjyla, "macho e fêmea, Ele os criou", João Paulo II, "Carta às Famílias" - João Paulo II, "Evangelium Vitae" - João Paulo II "Ubicumque et Semper" - Papa Bento XVI, "o Papa Paulo VI como Profeta:? previsões Humanae Vitae têm tornado realidade" - Janet Smith -www.theologyofthebody.net

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Neste momento, existe em mim, muita confiança”, disse o Papa na última audiência pública


Santo Padre Bento XVI
O cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, estava presente na última audiência pública do Papa Bento XVI que reuniu cerca de 200 mil peregrinos na manhã desta quarta-feira, 27 de fevereiro, na Praça de São Pedro.
Apesar do frio, o sol brilhava. Ao entrar na Praça, o Papa fez um giro abençoando a multidão que agitava bandeiras de várias partes do mundo e cartazes com mensagens de apoio como “nós estamos todos do seu lado”. Nesse percurso, dom Georg, o secretário particular, levou várias crianças para que recebesse um beijo do Papa. O veículo chamado “papamóvel”, depois de passar por todos os corredores na Praça, subiu até o centro da plataforma que fica diante da Basílica Patriarcal de São Pedro aonde realizou sua catequese costumeira.
O início da audiência foi marcado pela proclamação de um trecho do primeiro capítulo da Carta de São Paulo aos colossenses. Em seguida, o Papa agradeceu a numerosa presença de fiéis, disse que estava comovido e que via a “Igreja viva”. Agradeceu e disse que “abraçava” toda a Igreja. Prometeu levar a todos por meio da oração. “Neste momento existe em mim muita confiança”, disse o Papa. Lembrou o dia 19 de abril de 2005 quando assumiu o ministério petrino, quando ressoaram as palavras: “Senhor, por que me pede isso?”, mas como considerou a vontade de Deus, aceitou. Bento XVI disse que 8 anos depois pode afirmar que Deus esteve sempre presente e atuante.
O Papa disse que sempre soube que o barco da Igreja não é nosso, mas é de Deus e Ele não vai deixar esse barco afundar. “Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão”, disse o Papa. O dom da fé é o dom mais precioso que temos e que ninguém pode nos tirar, reforçou Bento XVI. Ele disse também que um papa nunca está sozinho na condução do ministério petrino. Considerou a ajuda dos cardeais, o secretario de estado e todos da Cúria. “Um pensamento especial à Igreja de Roma, minha diocese”, referiu-se ao povo da diocese afirmando que em seus contatos, esteve muito próximo a todos como pai.
Expressou gratidão ao Corpo Diplomático da Santa Sé e aos serviços de comunicação que favorecem a comunhão da Igreja no mundo inteiro. “O Papa pertence a todos e muitas pessoas se sentem próximas dele”, sublinhou. Disse que recebe cartas de pessoas ilustres, mas também recebe mensagens de pessoas simples que o tratam como membro de um corpo vivo, o corpo de Jesus Cristo. Num tempo em que muitos falam de declínio da Igreja, ele sente a força da Igreja.
O Papa recordou que ao perceber a diminuição de suas forças não pensou no seu próprio bem, mas no bem da Igreja. “Amar a Igreja significa também fazer escolhas difíceis”, declarou. Bento XVI lembrou que quem assume o ministério petrino abre mão de sua vida particular, porque não pertence mais a si mesmo: “pertence a todos e todos pertencem a ele”. O Papa garantiu que não volta a uma vida privada com a movimentação normal, mas permanece no ambiente de São Pedro. E, por fim, agradeceu a todos que compreenderam a sua decisão e repetiu que repetiu que continua acompanhando a vida da Igreja.
Bento XVI, no final de sua palavra, pediu a todos que rezem pelos cardeais na escolha do novo Papa. E terminou com uma declaração fraterna e carinhosa: “Caros amigos: Deus guia a sua Igreja”. Seguiu-se um longo aplauso.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11454-neste-momento-existe-em-mim-muita-confianca-disse-o-papa-na-ultima-audiencia-publica