quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Crucifixo de São Damião



O Crucifixo de São Damião foi pintado no século XII por um desconhecido artista da Úmbria, região da Itália. A pintura é de estilo romântico, sob clara influência oriental: o pedestal sobre o qual estão os pés de Cristo pregados separadamente; e de influência siríaca: a barba de Cristo; a face circundada pelo emoldurado dos cabelos; a presença dos anjos e cruz com a longa haste segurada na mão, por Cristo (só visível na pintura original), no alto, encimando a cruz. 

O Crucifixo original de São Damião está guardado com grande zelo pelas irmãs Clarissas, na Basílica de Santa Clara de Assis, e é visitado por estudiosos, devotos e turistas do mundo todo. É um monumento histórico franciscano e universal. 

Outros dados:
Sem o pedestal, o Crucifixo original mede dois metros e dez centímetros de altura e um metro e trinta centímetros de largura. 

A pintura foi feita em tela tosca, colada sobre madeira de nogueira. 

Naquele tempo, nas pequenas igrejas, o Santíssimo não era conservado, isto é, a Eucaristia não era guardada mas, consumida no dia. Por isso, supõe-se que Crucifixo foi pendurado no ábside sobre o altar da capela, no centro da Igreja. 

Provavelmente o Crucifixo permaneceu na Igreja de São Damião até que as Irmãs Pobres, em 1257, o levaram consigo à nova Basílica de Santa Clara. Guardaram-no no interior do coro monástico por diversos séculos. No ano de 1938, a artista Rosária Alliano restaurou o Crucifixo com grande perícia, protegendo-o inclusive contra qualquer deterioração. 

Desde 1958 ele está sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo, na Basílica de Santa Clara, protegido por vidro. 

Descrição detalhada da pintura
Descobre-se, à primeira vista, a figura central do Cristo, que domina o quadro pela sua imponente dimensão e pela luz que sua esplêndida e branca figura difunde sobre todas as pessoas que o circundam e que estão todas vivamente voltadas para Ele. Esta luz vivificante que brota do interior de sua Pessoa (Jo, 8,12) fica ainda mais destacada pelas fortes cores, especialmente o vermelho e o preto. 

Também impressiona este Cristo ereto sobre a cruz e não pendurado nela, com os olhos abertos, olhando o mundo. 

Apresenta ainda uma auréola de glória com a cruz triunfante oriental em vez de uma coroa de espinhos, porque tornou-se vitorioso na paixão e na morte. 

Aparecem os sinais de crucificação e as feridas sangrentas mas o sangue redentor se derrama sobre os anjos e santos (sangue das mãos e dos pés) e sobre São João (sangue do lado direito). 

Cristo se apresenta vivo, ressuscitado (Jo 12,32), de pé sobre o sepulcro vazio e aberto (indicado pela cor preta), visível por trás. Com as mãos estendidas, Cristo está para subir ao céu (Jo 12,32). 

A inscrição acima da cabeça de Cristo, "Jesus Nazarenus Rex Judaeorum" Jesus Nazareno Rei dos Judeus é também própria do Evangelho de João. 

Sobre a inscrição, está a ascensão em forma dinâmica, na figura do Cristo ascendente, com o troféu da cruz gloriosa na mão esquerda (só visível na pintura original) e com a mão direita para a mão do Pai, no céu. 

Do alto, a mão direita do Pai acolhe o seu Filho, circundado dos anjos (e santos) na glória celeste. 

As cores vermelha e púrpura são símbolos do divino; o verde e o azul, do terrestre. Para "ver" bem o conjunto da pintura, deve-se realmente parar diante do Crucifixo pois, ordinariamente, olha-se a imagem somente, de longe, como "turistas". 

À direita do corpo de Cristo, aparecem as figuras de Maria e João, intimamente unidas, enquanto Maria indica o discípulo predileto com a mão direita (Jo 19,26). À esquerda, estão as duas mulheres, Maria Madalena e Maria de Cléofas, primeiras testemunhas da ressurreição (Jo 19,25). 

E, embora Maria, à direita e Maria Madalena, à esquerda, ergam a mão direita no rosto em sinal de dor, nenhuma das outras pessoas próximas, manifesta expressão de sofrimento profundo mas uma adesão cheia de fé ao Cristo vitorioso, Salvador. 

À direita das duas mulheres vê-se o centurião com a mão erguida, olhando para o Crucifixo. Com esse gesto está a dizer: "Verdadeiramente este é o Filho de Deus". 

Sobre os ombros do centurião aparece a cabeça de uma pessoa em miniatura, cuja identidade se discute: poderia ser o filho do centurião, curado por Jesus (Jo 4,50) ou um representante da multidão ou ainda, o autor desconhecido da pintura. 

Aos pés de Maria e do centurião, vê-se o soldado chamado Longino que, pela tradição, com a lança traspassa o lado de Jesus e, o portador da esponja, chamado de Estepatão, segundo a tradição (Jo 19,29). Ambos estão voltados para o Crucifixo. 

Debaixo das mãos de Jesus, à direita e à esquerda, encontram-se dois anjos com as mãos erguidas, em intenso colóquio. Parecem anunciar a ressurreição e ascensão do Senhor. 

As duas pessoas, à extrema direita e esquerda, parecem anjos ou talvez mulheres que acorrem ao sepulcro vazio. 

Aos pés de Jesus a pintura original encontra-se muito deteriorada. É provável que seja: São Damião, São Rufino, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Acima da cabeça de São Pedro, está a figura do galo (só visível na pintura original), a lembrar a negação de Pedro a Cristo (Jo 13,38; 18, 15-27). 

As pessoas aos pés de Jesus têm a cabeça erguida para o alto, expressando a espera do retorno glorioso do Senhor, no juízo. 

Deste Crucifixo descrito em detalhes, Francisco teve uma inspiração "decisiva" para a sua vida, diz Caetano Esser. Passamos a descrevê-la porque é deste fato que se originou a admiração que hoje temos ao Crucifixo de São Damião. 

O Crucifixo fala a Francisco

O jovem Francisco encontrava-se numa crise espiritual, cheio de dúvidas e trevas. "Conduzido pelo Espírito", entra na igrejinha de São Damião, onde se prostra, súplice, diante do Crucifixo. Tocado de modo extraordinário pela graça divina, encontra-se totalmente transformado. É então que a imagem de Cristo Crucificado lhe fala: "Francisco, vai e repara minha casa que está em ruína". 

Francisco fica cheio de admiração e "quase perde os sentidos diante destas palavras". Mas logo se dispõe a cumprir esse "mandato" e se entrega todo à obra, reconstruindo a igrejinha. Depois pede a um sacerdote, dando-lhe dinheiro, que providencie óleo e lamparina para que a imagem do Crucifixo não fique privada de luz, mas em destaque naquele santuário. 

A partir de então, nunca se esqueceu de cuidar daquela igrejinha e daquela imagem. 

Francisco parecia intimamente ferido de amor para o Cristo Crucificado, participando da paixão do Senhor, de quem já trazia os estigmas no coração e mais tarde, em 1224, receberia as chagas do Cristo em seu próprio corpo. 

Segundo Santa Clara, está visão do Crucifixo foi um êxtase de amor radiante e impulso decisivo para a conversão de Francisco. 

Entre os estudiosos ainda existe uma dúvida a ser esclarecida: ao ouvir o Cristo do Crucifixo, Francisco pensa na igrejinha material de São Damião. Mas nada impede de se pensar que se trata do "templo de Cristo no coração de Francisco e nos corações dos homens". 

Enfim, a própria oração de Francisco diante do Crucifixo de São Damião sugere antes a reparação "espiritual" da casa do Senhor, crucificado no coração. 

Tanto que ele pede especialmente pelas três virtudes teologais (fé, esperança e amor) para poder cumprir esse "mandato" de Cristo. 



Fonte: Franciscanos - rs
A saudação de Paz e Bem 
A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz".

No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".

A paz interior como fundamento da paz exterior

Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:

"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro".

Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.

A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.

O Bem da paz - o "Sumo Bem"

Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade.
Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom".
E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado.

"Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridade

Portanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas 'pequenas' palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com "Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d'Ele, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.

Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).


Fonte: Franciscanos-rs

Reflexão Pessoal -  1 Coríntios  1, 1-9 – “De graça recebemos, de graça devemos dar.”

Deus é fiel! Todas as Suas promessas se cumpriram em Jesus Cristo que nos mandou o Espírito Santo, doador dos dons. Por isso, Paulo fala para todos nós que em qualquer lugar do mundo invocamos o nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Pelo poder do Espírito Santo nós também, assim como os coríntios, temos todos os dons. Somos ricos em tudo, na palavra e no conhecimento. Temos tido todas as  oportunidades possíveis para crescer na graça da santidade. É pelos méritos de Jesus Cristo, também, que recebemos do Pai o dom da perseverança, o dom de enfrentar as tempestades, o dom de prosseguir  na vida  bendizendo sempre o nome de Deus e agradecendo pelas Suas obras na nossa existência. Relatar as obras de Deus é fazê-Lo presente na história da nossa vida, participando conosco e nos ajudando a usar todas as dádivas que Dele recebemosDe graça recebemos, de graça devemos dar. Não podemos nos escusar da nossa missão de semeadores do reino dos  céus  aqui na terra. E, enquanto é tempo, precisamos assumir o nosso lugar na construção do reino. Às vezes, protelamos o momento de pôr em prática as nossas habilidades e deixamos passar oportunidades, com medo de assumir compromissos.  Na verdade, quando agimos assim, de alguma forma estamos também “cortando” a Cruz que nos servirá de ponte quando tivermos que atravessar o  “vale da sombra da morte”. É apenas uma figura, mas nos serve como exortação a fim de que não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje. A santidade é uma estação futura, mas, na quadra atual da nossa vida, ela já poderá ser delineada, dependendo do nosso sim. – Você tem buscado a santidade? – Você tem usado os seus dons? – Quais são os dons que você tem? – Você é perseverante? – Você tem conhecimento da Palavra de Deus? – Você tem a Palavra como um guia para a sua vida? – Se isto não acontece, porque então não começar de HOJE?

Salmo 144 – “Bendirei o vosso nome pelos séculos, Senhor!

A cada dia da nossa vida, sempre teremos algum motivo para louvar o Senhor e bendizer o Seu Santo Nome. “Uma idade conta à outra vossas obras”, é o que diz o salmista. Realmente, na nossa caminhada toda experiência com Deus serve para nós como alento e por isso nunca poderemos desanimar, pois se Deus me amparou ontem, hoje e amanhã também, Ele o fará!

Evangelho – Mateus 24, 42-51 – “ a brevidade da nossa vida”

Trazemos dentro de nós um desejo e um anseio de eternidade que se confunde com a mentalidade que o mundo nos impõe de que temos de permanecer para sempre instalados aqui na terra. Hoje, Jesus nos alerta para que fiquemos vigilantes quanto à brevidade da nossa vida. Na verdade, se pensarmos bem, chegaremos à conclusão de que aqui estamos apenas, de passagem, que a nossa vida é um estágio e dura muito pouco. Não obstante, todos nós necessitamos tomar consciência do valor do tempo que temos e das descobertas que, a todo o momento, nós fazemos em relação ao projeto de Deus, para bem vivermos a nossa existência terrena. Por isso, em todos os dias, precisamos  pesar, medir e contar os nossos atos, as nossas intenções, e pedir ao Senhor  graças para que sejamos encontrados no nosso posto quando Jesus voltar. A nossa vida deve ser um eterno caminhar em busca da terra prometida por Deus. É uma luta constante, por isso, nunca chegará o dia em que poderemos descansar e nos refestelar crendo que já cumprimos  toda a nossa missão. A cada dia o Senhor nos mostra algo novo para ser vivenciado e nos renova a fim de que possamos assumir a obra que Ele nos designou. O compromisso que assumimos com Jesus, no Batismo, vai sendo cumprido na medida em que nos relacionamos com o nosso próximo e o amor que vivenciarmos será o parâmetro da fidelidade da nossa vida. “Por isso, também, fiquemos preparados,” porque é esta a mensagem do Senhor hoje para nós!  - Você costuma se perturbar quando lhe falam da morte? – Você tem desejo de eternidade? – Será que seria bom viver somente aqui para esta vida: o que você acha disso? – Você é vigilante? – O que você espera do seu futuro? - O que você acha que Deus ainda vai entregar a você, como compromisso.

Fonte: www.umnovocaminho.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

angela




         Maria Ângela Correia dos Santos
                              
                              * 31.05.1958
                              + 28.07.2012

 30º dia de sua PÁSCOA DEFINITIVA.

 “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé, agora está reservada para mim a coroa da justiça que o Senhor, justo juiz me dará...”

DESCANSE NA PAZ DOS ELEITOS, QUERIDA IRMÃ! Nossa Fraternidade louva ao Altíssimo por tê-la criado e por sua vocação franciscana. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012


Saudação da Bem-aventurada Virgem Maria 
(São Francisco de Assis)


Ave, ó Senhora, santa Rainha,
  Santa Mãe de Deus, Maria,
  que és virgem feita Igreja.

Eleita pelo santíssimo Pai do Céu,
   a quem consagrou com seu santíssimo dileto Filho
  e com o Espírito Santo Paráclito.

Em ti residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem.

Ave, ó palácio do Senhor;
  Ave, ó tabernáculo do Senhor;
  Ave, ó casa do Senhor.

Ave, ó vestimenta do Senhor;
  Ave, ó serva do Senhor.

Ave, ó mãe do Senhor
  e ave, vós todas santas virtudes infusas,
  pela graça e iluminação do Espírito Santo
  nos corações dos fiéis, fazendo-os, de infiéis,
  fiéis de Deus.

Oração diante do Crucificado

Ó glorioso Deus Altíssimo, iluminai as trevas do meu coração; concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Dai-me, Senhor, o reto sentir e conhecer, a fim de que eu possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabais de dar-me. Amém!



Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração: dá-me uma fé direita, uma esperança certa, uma caridade perfeita, senso e conhecimento para que faça o teu santo e veraz mandato. Amém!

Coroa Franciscana

Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora é uma antiga devoção franciscana. Por isso também é chamado de Rosário Franciscano. A espiritualidade de São Francisco canta os louvores a Deus por tudo de bom que o Senhor nos faz. Na Coroa Franciscana, celebramos as grandes alegrias da virgem Maria. São Sete alegrias e rezamos um Pai Nosso, dez Ave -Marias e um Glória ao Pai para cada alegria de Nossa Senhora. 

Existe uma tradição segundo a qual Nossa Senhora, antes de sua Assunção ao Céu, teria vivido 72 anos nesta terra. Por isso, na Coroa Franciscana rezam-se duas Ave-Marias antes das sete dezenas, completando, assim, uma Ave-Maria para cada ano de vida de Nossa Senhora. 

Medite as sete alegrias de Nossa Senhora, rezando a Coroa Franciscana.

Oferecimento:

Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, em favor das almas do purgatório, pelas necessidades da Igreja e de nosso País para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado.

- Creio
- Pai-Nosso
- Duas Ave-Marias

PRIMEIRA ALEGRIA: Consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida  por Deus para ser a Mãe do Salvador

  - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

SEGUNDA ALEGRIA: Consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus
 - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

TERCEIRA ALEGRIA: Consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho Divino nasceu
  - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

QUARTA ALEGRIA: a Adoração dos Reis Magos ao Menino Deus
 - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

QUINTA ALEGRIA: Maria e José encontram Jesus no templo
 - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

SEXTA ALEGRIA: Maria vê a Jesus Ressuscitado
 - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

SÉTIMA ALEGRIA: a Assunção de Maria e sua Coroação
 - 1 Pai-Nosso
- 10 Ave-Marias
- 1 Glória ao Pai (sem a jaculatória: "Ó meu Jesus...")

SALVE RAINHA

Oração Final:


Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que nenhum daqueles que tem recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado a vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animados nós, de igual confiança, a vós, Virgem dentre todas singular, como a uma Mãe recorremos e de vós nos valemos, e, gemendo com o peso de nossos pecados nos prostramos a vossos pés. Não desprezeis nossas súplicas. Ó Mãe do Divino Verbo Humanado, mas dignai-vos de as ouvir, propícia, e de nos alcançar o que vos rogamos. Amém!