sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Chamado à Santidade




Chamado à Santidade

“Sê bendito, Senhor, porque me criaste!”

Introdução
No chamado à vida, a Revelação sublinha para a pessoa humana um aspecto dinâmico, que é participação até à plenitude da vida em Deus. A experiência cristã chama isto de vocação à santidade. Tal característica é própria da vida cristã, porque a santidade é sempre e somente participação na santidade de Deus, que é o Santo por excelência (cf. Is 6,3). “À imagem do Santo que vos chamou, tornai-vos santos vós também em toda a vossa conduta; porque  está escrito: sede santos como eu sou santo” (1Pd 1,15-16; cf. Lv 11,44). Desde o início da vida cristã até o vértice da santidade, segue-se um caminho que é assinalado, não por uma sucessão de instantes, mas se traduz numa duração de contínua tensão para o crescimento da própria existência na autenticidade, que é consequência do esforço ou conversão: colocar em sintonia o si mesmo com o projeto de Deus. De maneira particular, procurar o esvaziamento de toda forma de apego a si para tornar-se total e incondicionada disponibilidade acolhedora da vida, da presença, e da ação divinas.
A vida espiritual cristã. Que culmina na santidade, nasce assim do encontro entre a comunicação da parte de Deus de sua Vida e de seu desígnio, e a recepção ativa de cada criatura, em resposta ao chamado à “divinização” ou “deificação” inscrita na potencialidade do ser a imagem de Deus.
Os santos e santas, nossos modelos, no decorrer dos séculos, repropõem com a genuinidade de novas criaturas a força desta verdade. Tomás de Celano, na carta introdutória à Legenda de Santa Clara, declara: “Não hesitarei em chamar os novos fundadores, com seus seguidores, luz do mundo, indicadores do caminho, mestres de vida”[1]. Tal foi Clara de Assis: alguém que viveu em plenitude o chamado à santidade. Em sua vida, quatro são os momentos que assinalam o seu chamado à santidade e provocam o desabrochar de sua resposta de amor sem reservas: a profecia que teve sua mãe Hortolana; o encontro com Francisco; a vida em São Damião; a sua suprema passagem (páscoa ou trânsito) para a eternidade.

1.A Profecia de uma Clara Luz
Segundo o estilo e a cultura da época, a narrativa de sonhos e de visões tinha uma certa relevância, seja na religiosidade popular, seja no interior dos mosteiros. Não é casual que a visão de Hortolana, grávida de sua primogênita, fosse difundida lema legenda biográfica de Clara, e também pelas Irmãs que testemunham no Processo de Canonização[2]. A narrativa, em resumo, assim expõe: enquanto Hortolana estava grávida, já próxima de dar à luz, rezava diante do Crucificado na igreja, para que fosse salva dos perigos do parto, e ouviu uma voz que lhe disse: “Não temas, senhora, porque sã e salva vais dar ao mundo uma luz que haverá de clarear a própria luz”.
Aqui se revela o chamado divino à santidade, antes mesmo de Clara nascer. Como hoje sabemos, através da psicologia profunda, desde o momento da concepção já se revela à alma da pessoa os desígnios misteriosos que Deus tem para com alguém. O que vem depois é uma cadeira de respostas de generosidade ao chamado primeiro à santidade.
Breves acenos biográficos evidenciam quanto esta semente de graça constituiu o tecido da vocação à santidade de Clara. O Espírito a instruiu desde a primeira infância, conduzindo a sua alma no relacionamento com Deus e tornando-a sensível ao sofrimento dos pobres[3]. O trabalho da graça formou-lhe um coração em plena sintonia com a profunda verdade da divina misericórdia. Como jovem, sente crescer o desejo de agradar mais a Deus com sacrifícios e o gosto pela santa oração, que cultivava assiduamente[4].

2.O Encontro com Francisco
O chamado à santidade de Clara passou através da mediação do chamado á santidade de Francisco. Talvez foi o primeiro fruto fecundo da resposta de Francisco mesmo à sua vocação. Mesmo conservando toda a sua originalidade, cada um dos dois chamados promoveram um ao outro com inédita criatividade, responsabilidade, vínculo, unidade e fecundidade.
De seu encontro com Francisco, Clara deixa a recordação tanto no Testamento como na Forma de Vida. Diz que o Pai celeste iluminou o seu coração mediante a sua graça, para que, segundo o exemplo e os ensinamento de Francisco, fizesse penitência, e juntamente com as suas Irmãs lhe prometeu obediência[5] . Afirma que Francisco, de sua parte, prometeu ter sempre cuidado de cultivar com suas palavras e obras, a sua plantinha[6], as Damas Pobres.
Analisamos aqui um sonho de Clara, que indica em que grau ela prevê a santidade de Francisco. Clara leva a Francisco um vaso com água quente, e uma toalha para enxugar as mãos. Subia por uma escada alta, mas parecia que andava tão levemente, como se andasse por terra plana. E tendo chegado a São Francisco, este tirou de seu seio uma mama e disse a Clara: ‘Vem, recebe e mama’. E tendo ela mamado, ele lhe disse que mamasse outra vez, e quando ela mamava, aquilo que sugava era tão doce e agradável que não sabia explicar. E tendo mamado, o bico do seio ficou em sua boca, e quando ela o tomou na mão, parecia-lhe que fosse ouro tão claro e puro, que ela se via inteira, como se fosse num espelho[7].
Foi uma experiência provavelmente vivida durante o último período de vida de Francisco, hóspede, doente, em São Damião. O gesto de levar água quente e toalha indicam os cuidados de Clara para com ele. Francisco no alto de uma escada fala do posicionamento de Clara com relação a ele, no seu processo de santificação. Ela é a plantinha, cultivada por ele. A escada é o caminho da humildade, que ela, com os símbolos do serviço (vaso de água e toalha) sobe rapidamente até alcançá-lo. Clara suga o peito de Francisco: o aleitamento é a primeira experiência da vida. Para a criança, estar mamando no seio da mãe é continuar a estar unida a ela. O símbolo fala da importância do carinho materno de Francisco para com Clara e as Irmãs. A repetição do gesto é um reforço da experiência. A doçura que Clara experimentava ao mamar é a inefabilidade de encontrar-se diante de algo que supera toda dimensão humana. Clara talvez teve preocupação quanto ao não receber mais o alimento espiritual que Francisco lhes ministrava: o leite representa a nutrição espiritual, a mediação da vida, a Palavra de Deus. A extremidade do seio fica na boca de Clara, e se transforma em ouro tão claro e lúcido que Clara se espelha inteira. A visão parece dizer que Clara encontrou sempre na amizade e no amor de Francisco uma coisa preciosa no seu tender à santidade. Por isso ala quer permanecer “uma” com ele. O seu desejo é o de uma plena identificação com a sua santidade (o ouro como espelho) e com o seu ideal. Ela se espelha nele e se vê a si mesma; quer alcançar a santidade que brilha nele.

3.A Vida em São Damião
As núpcias com Jesus Cristo se consumam para Clara em São Damião. À sua clausura corresponde o amor de Jesus Cristo Pobre e Crucificado. Clara imola a sua vida por quarenta e dois anos na estreita clausura de São Damião, no chamado supremo do amor divino à santidade. Torna-se vida, oferecendo ao Altíssimo as primícias da fecundidade de uma nova geração de santa: são dezoito bem-aventuradas e uma santa ao redor de Clara. Assinala o caminho da santidade para suas seguidoras: é para elas a mentora, a pedagoga, a mestra, a formadora de santas.
O Testamento de Clara percorre alguns traços desta experiência de chamado à santidade. Ali aparece sobretudo a vocação à santidade compartilhada com as Irmãs Pobres de São Damião, entendida como um dom recebido do Pai das misericórdias. É evidente no texto a responsabilidade que a gratuidade que a confiança divina comporta: “Quanto maior e mais perfeita é a nossa vocação, mais a Ele é devida”[8]. Há a preocupação de recomendar a perseverança mais firme e fiel possível em seguir o caminho da santa simplicidade, da humildade e da pobreza[9].
A experiência pessoal da santidade de Clara e das primeiras Irmãs Pobres é realmente um empenho vital de concretização da vida cristã, de seguimento de Jesus Cristo Pobre, Humilde, Crucificado, Rei da Glória. Clara apresenta a vida das Damianitas como “modelo, exemplo e espelho”[10]. São referência para quantas, no tempo e no futuro, seguindo a mesma vocação, se empenharão desejando as mesmas graças e bênçãos. A fidelidade ao carisma recebido é a garantia da continuidade. A qualidade do amor recíproco que Clara pede tona-se o fundamento de sua família religiosa[11]: é necessária coerência interior para com a ação da graça que purifica o coração, cria união, defende a vida nova, conduz à beatitude final. Clara está consciente de que a verificação da autêntica resposta ao chamado à santidade está na correspondência aos dons recebidos de Deus. “Com que solicitude, então, com que selo da mente e do corpo devemos observar o que foi mandado por Deus e por nosso pai Francisco, para restituir o talento multiplicado, com a colaboração do Senhor. Pois o próprio Senhor colocou-nos não só como modelo, exemplo e espelho para os outros, mas também para nossas irmãs, que ele vai chamar para a nossa vocação, para que também elas sejam espelho e exemplo para os que vivem no mundo. Portanto, se o Senhor nos chamou a coisas tão elevadas que em nós possam espelhar-se as que deverão ser espelho e exemplo para os outros, estamos bem obrigadas a bendizer e louvar a Deus, dando força ainda maior umas às outras para fazer o bem no Senhor. Por isso, se vivermos de acordo com essa forma, daremos aos outros um nobre exemplo e vamos conquistar a prêmio da bem-aventurança eterna”[12].
A Bula de canonização traça o perfil de santidade de Clara: era peregrina sobre a terra, mas com o espírito já morava no céu; foi um vaso de humildade, arca de castidade, fogo de caridade, doçura de bondade, fortaleza de paciência, mediadora de paz e comunhão de amizade; humilde nas palavras, doce na ação e em tudo amável[13]. Exatamente percorrendo este caminho de resposta ao chamado à santidade, Clara tornou-se luminosa por seus claros méritos. Foi um excelso candelabro de santidade, que refulge na tabernáculo do Senhor[14].

4.A Passagem de Clara ao Céu
Para o chamado à santidade, há uma hora na vida de cada pessoa, capaz de transcender o tempo e o espaço de sua existência, para projetá-la na dimensão nova, em que a qualidade inteira de seu ser é desvelada: é o momento do encontro com a  irmã morte. Esta é a hora da glória para quem viveu com intensidade o relacionamento com Deus. Assim foi para Clara. Significativo é o particular revelado por Irmã Angelúcia no Processo de Canonização, que recordou como a morte de Clara foi maravilhosa e gloriosa. Pouco antes, ela começou a falar da Trindade com palavras tão ardentes e inspiradas que não daria para explicar.
O cumprimento do chamado à santidade de Clara se faz esplendor delicado na forte presença do Altíssimo. Dirigindo-se a si mesma ela disse: “parte segura, porque terás boa escolta na viagem. Vai, porque Aquele que te criou, também te santificou e guardando-te como uma mãe guarda o seu filho pequenino, amou-te com terno amor. E Tu, Senhor, sê bendito, porque me criaste!”[15] Vê-se por estas palavras de recomendação de sua alma, quanto Clara estava consciente do seu chamado à santidade: “Aquele que te criou, também te santificou”, e compreende a santidade como um dom de Deus. Além disso, engrandecendo esse Deus que a santificou, glorifica-o dizendo: “Sê bendito porque me criaste”.

Conclusão
O secreto dom de Deus na altíssima dignidade da pessoa humana é a verdade de que é a única criatura capaz de assumir a responsabilidade da própria vida. Quem tem medo de perder a própria vida, não nascerá jamais para a santidade. Querer viver a santidade significa optar por morrer e sacrificar a nós mesmas para querer amar a Verdade posta na raiz de nosso ser.
É a heróica coerência existencial dos santos e santas, de Clara e de Francisco especialmente para nós, e a extraordinária capacidade de clareza e firmeza na decisão, que construíram neles a santidade. Um instinto misterioso, um chamado secreto nos orienta e nos guia a um caminho de luz que, humanamente falando, sempre coincide com a porta estreita e o caminho da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.
A própria existência é uma escola de santidade, que nos forma, à medida em que estamos atentas às suas lições e pedagogia particulares de formação para a santificação. Aqui a renúncia torna-se afirmação de personalidade, o amor se faz redenção para muitos e a santidade se revela plenitude de comunhão com Deus e com as irmãs e os irmãos. A liberdade de fazer o que Deus chama a fazer, a escolha do bem, a perfeição do querer e do amor, fazem com que estejamos em plena sintonia com a verdade interior e com o chamado à santidade.
Olhar a vida  dos santos e santas, das bem-aventuradas de nossa Ordem, especialmente a vida de nossa Fundadora e de nosso Fundador, é como contagiar-se de desejo pela santidade: eles seguiram os passos de nosso Senhor Jesus Cristo com um grande ardor, e somos como que inflamadas a fazer o mesmo e seguir com idêntico ardor. Olhar o exemplo das Irmãs que convivem conosco: seu testemunho, sua doação silenciosa, sua entrega a Deus, sua vida orante; isso faz com que valorizemos profundamente o dom da santidade, e as tomemos como “modelo, exemplo e espelho” para nos apressarmos no caminho da santidade.
É importante também ouvir e viver a Palavra de Deus com empenho sempre renovado, tendo-a como o alimento supremo no caminho que conduz à santidade. As Fontes nos revelam que Clara se nutria da Palavra de Deus e das pregações sábia com um desejo ardente. Tirava toda a força para sua vida continuamente em tensão rumo à santidade; fortalecia-se com esta orientação segura e por ela guiava sua vida, desejosa das coisas de Deus.
É preciso também perseverança em manter firme o empenho inicial de nossa vocação. Recordar-se sempre de nosso propósito primeiro, ter sempre diante dos olhos o nosso ponto de partida; conservar os resultados alcançados, fazer bem o que se faz; não permitir que nem mesmo a poeira retarde o andar; avançar confiante e alegre pelo caminho da bem-aventurança (ou seja, da santidade)[16]. Clara nos indica qual é o seu segredo: olhar, considerar, contemplar e desejar seguir e imitar o Senhor Jesus Cristo[17].
No caminho de santidade penetra no coração da dimensão contemplativa da vida em Deus a profundidade da comunhão eclesial; Clara mesma nos considera, suas filhas, como colaboradoras do próprio Deus e sustento dos membros vacilante ou frágeis de seu Corpo inefável[18]. O santo Padre tem salientado que a vida das claustrais é como que o coração pulsante da Igreja, e que nossa vida de santidade nos coloca no centro da vida eclesial.
A santificação é, para Clara, uma crescente identificação com o Amado, numa existência dispendida  em aderir com todas as fibras do coração a Ele, que se deu inteiro por nosso amor. Ele é o Espelho onde a Clarissa continuamente se espelha, para conferir em que grau cresce na identificação com os traços de Jesus Cristo Pobre, Humilde, Crucificado, Rei da Glória. Ela vive, assim, em plena profundidade a identificação com o seu mistério pascal, desde a pobreza do presépio, passando pelas fadigas de sua vida dada pela redenção da humanidade, até o vértice de sua doação na morte de cruz, e a ressurreição e a glória junto ao Pai.
O caminho da santidade é uma caminhada rumo à constante resposta a um chamado divino. É um itinerário ao qual nenhuma Clarissa pode dizer de não se sentir capaz. Conosco está, antes de tudo, a graça divina e o chamado que convoca continuamente. Nossa vida de entrega convida continuamente à santidade. No seguimento concreto de Jesus Cristo, no serviço a Ele e diretamente às Irmãs, oferecendo ao Senhor a renúncia de tudo por amor, com nosso ser feminino, caminhamos rumo à santidade, com um sentido de enamoramento por Jesus Cristo, cujo amor nos faz castas, puras e belas[19]. Este divino esposo é aquele que abraçou a senhora Pobreza, bem-aventurada, santa e piedosa, preferindo-a sobre todas as outras coisas, e querendo aparecer no mundo desprezível, necessitado e pobre, para que nós nos tornássemos ricas com a posse dos bens celestes[20].
Um outro aspecto do chamado à santidade é o discipulado com Maria: precisamos aprender com ela como fazer o seguimento de seu Filho Jesus Cristo; sobretudo, somos chamadas por Clara a aprender com ela a gerar Jesus Cristo, nos tornarmos suas “mães”, sua morada e sede; deixar espaço para a inabitação de Deus em nosso ser, e para que Ele nos plasme na santificação, que é o seu projeto de amor, idealizado sobre a nossa vocação, desde o seio materno.
Por tudo isso, podemos perceber que o chamado à santidade é uma força dinâmica que envolve a Clarissa em todas as dimensões de sua vida. E encontramos em Clara o primeiro “modelo, exemplo e espelho”, que nos convida a seguir o caminho das pegadas de nosso senhor Jesus Cristo.

Irmã Sandra Maria, Clarissa

12 de Agosto - Aniversário da Fraternidade Nossa Senhora do Bom Parto
São 24 anos vividos no amor e na busca de viver e experimentar o franciscanismo em Fraternidade. Que o senhor nos dê a PERSEVERANÇA e nos envie muitas outras vocações para continuarmos trabalhando em prol do seu reino de amor.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ordem Franciscana Secular do Brasil Resolução CN nº 001\201

Sobre a não Prestação de Contas dos Conselheiros, e outros, da OFS do Brasil em todos os níveis.                                                            
Em conformidade com item 2, alíneas K 1, e M, do Artigo 66, além dos itens 3, 4 e 6 do artigo 84 das Constituições Gerais e § 4º do artigo 18 do Estatuto Nacional da Ordem Franciscana Secular:

Considerando a necessidade de regulamentar as questões relacionadas a não prestação de contas por membros dos conselhos, em todos os níveis;
Considerando a necessidade se uniformizar as decisões relacionadas a essa problemática no âmbito da OFS do Brasil;
Considerando a atual realidade vivida pelas fraternidades Locais e Regionais em face das normas do código civil;
Considerando que a falta de prestação de contas são recorrentes e tem chegado ao conhecimento do Conselho Nacional;
Considerando que nossos documentos são genéricos em se tratando da prestação de contas;
Considerando que somos uma Ordem Religiosa de leigos, que tem São Francisco como grande exemplo de humildade e dignidade, temos que dá exemplo de vida em nossas ações, sendo transparentes e zelosos com o princípio da retidão em toda e qualquer atividade;
Considerando que em nossa vida em fraternidade devemos cuidar com zelo daquilo que nos fora confiado, em nome dos irmãos;
O Conselho Nacional da OFS do Brasil resolve:

Art. 1º - É de responsabilidade do Ministro e Tesoureiro, em seus respectivos níveis, a prestação de contas, na forma mais aproximada possível, do que determina a legislação brasileira.
Parágrafo Único: A prestação de contas deve ser apresentada nos Capítulos Eletivos e Avaliativos, sempre acompanhada do parecer do Conselho Fiscal, que deve ser submetido aos capitulares.
Art. 2º - A prestação de contas deverá ser apresentada com as devidas comprovações das despesas e receitas.
Art. 3º - O Ministro e Tesoureiro que deixarem de cumprir a tarefa de fazer a prestação de contas ou apresentar com irregularidades não sanáveis, e se esta ainda não for aprovada pelos capitulares, ficarão suspensos dos direitos de votar e serem votados para qualquer função nos conselhos da OFS de qualquer nível, ou mesmo assumir qualquer atividade de assessoria no âmbito da OFS.
§ 1º - A aplicação da sanção será para o Ministro e o tesoureiro, podendo ser diferenciada para cada um de acordo com o grau da culpabilidade.
§ 2º - Caso a infração seja de grande proporção o Conselho do nível que ocorreu a infração poderá abrir processo de desligamento definitivo da fraternidade, cabendo recurso para o Conselho de nível imediatamente superior.
§ 3º - A suspensão de que trata o capt do Artigo 3º, desta Resolução, deverá ser de 6 (seis) anos, podendo ser ampliado de acordo com a gravidade.
Art. 4º - As sanções de que trata o artigo anterior e seus parágrafos deverão ser aplicadas pelo Conselho do qual ocorreu o fato, caso havendo negligência, o Conselho de nível imediatamente superior ao tomar conhecimento, deve averiguar e, se comprovada à negligência, pode aplicar sanções aos membros deste Conselho, desde advertência, a determinação da perda, por determinado período, do poder de voto nos capítulos, bem como o direito de ser eleito em qualquer nível.
Art. 5º - As sanções de que trata esta resolução também podem ser aplicadas para membros que tiverem a responsabilidade com projetos e/ou ações que tenham relação econômico\financeiro e devam fazer a devida prestação de contas.
Art. 6º - Esta resolução entra em vigor a partir de sua aprovação pelo Conselho Nacional da OFS, assinada pelo Ministro e publica na Revista Paz e Bem!
Art. 7º Revoga-se as disposições em contrário, cumpra-se.
Rio de janeiro, RJ, 10 de março de 2013


Antônio Benedito de Jesus da Silva Bitencourt
Ministro Nacional

II Curso de Formação Regional em Caruaru - PE, para o Agreste I e Alagoas - 08 e 09 de junho de 2013.



















Capitulo Eletivo da nossa Fraternidade Franciscana com novo conselho - Maceió 10/05/2013

Novo Conselho da Fraternidade Franciscana de Nossa Senhora do Bom Parto da OFS - Maceió, 10 de maio de 2013

Ministro: José Flávio Martins da Silva
Vice-Ministra: Adalgiza Fernandes Viana 
Mestre de Formação: Marcelo Alves Pinto
Secretária: Maria dos Prazeres Oliveira
Tesoureira: Maria Helena de Gusmão
Assistente Espiritual: Irmã Amélia Corsina (Religiosa da Congregação das Irmãs Franciscana da Providência de Deus)
CODJUPIC: Marcelo Alves Pinto.
SEI: Maria da Consolação (Branca)
Comunicação: Reginaldo Viana.









segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Experiência Pascal na ótica da juventude franciscana

◊   Ipojuca/PE e Uberlândia/MG (RV) – A Juventude Franciscana, JUFRA, publicou a sua mensagem para a Solenidade da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“É com a força do Cristo Crucificado e Ressuscitado que queremos saudar a toda a Juventude Franciscana do Brasil, desejosos de que esta nossa saudação chegue a cada jufrista que dela faz parte.

Através desta mensagem, aliás, a primeira nossa, queremos aqui manifestar o desejo de estar em comunhão com vocês para juntos refletirmos sobre a Experiência Pascal. E, para isso, não podemos deixar de ver com um olhar de contemplação e louvor este momento tão propício do Ano Litúrgico, aliás, essencial em nossa caminhada, para que possamos com profundidade renovar a nossa fé no Deus da Vida e no Mistério da Salvação.

“Ressuscitou!” (Lc 24,6). Esta é, meus queridos irmãos e irmãs, a experiência dos que comeram e beberam com Ele depois da sua ressurreição (Atos 10,41), e de todos os que se sentem renascidos “para a esperança viva, para a herança incorruptível” (1Pe 1,3-4). 

“Ressuscitou!” Este é o fundamento da nossa fé, a razão da nossa esperança e o motivo da nossa caridade: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15,14). Sem esta experiência, a cruz de Jesus e as nossas seriam uma tragédia e a vida cristã um absurdo. A partir dela, ao contrário, podemos cantar com a liturgia: “Salve, ó cruz, nossa única esperança!”. Eis aqui o núcleo central da nossa fé!

Celebrar a Páscoa de Cristo é celebrar a nossa Páscoa e a nossa fé. E celebrar a nossa fé, por sua vez, é sempre um novo convite a renovarmos a nossa identidade cristã. Conversando com diversos irmãos/ãs de todas as partes deste nosso imenso Brasil, temos sempre percebido uma preocupação por vezes bem comum: a de não perdermos de vista a nossa vocação cristã, com tudo aquilo que ela implica – discipulado, missão, testemunho, serviço – e, por conseguinte, a nossa própria missão enquanto JUFRA. Nos últimos anos temos sempre e de novo levantado questionamentos acerca de como deve ser a nossa presença e missão na Igreja, na sociedade e no mundo, já que nos propomos a abraçar e a viver o carisma franciscano, como jufristas, considerando tudo aquilo que é próprio da nossa juventude e de nossa realidade humana.

Em vista disso, gostaríamos de refletir junto a cada jufrista: Como podemos avaliar o velho e o novo, em nossa caminhada de Igreja e de fraternidade? Como entender o que foi feito e o que já não mais fazemos? Como considerar a caminhada de cada uma de nossas Fraternidades de JUFRA, desde o seu surgimento, e ao mesmo tempo se lançar para dar novos passos (necessários e urgentes), em busca de construir novos caminhos e ousar novas formas de ser presença?

Creio que a volta constante à ‘experiência fundante’ da JUFRA tem de ser o critério para julgar o velho e o novo: o que nos vem dos inícios do Movimento e se constituiu a nossa identidade, e o que tem de ser recriado e superado para que a JUFRA seja verdadeiramente um sinal de vida e de transformação, e se torne significativa para os outros.

Chamamos a atenção de vocês para observarem que a experiência de Deus que nós fazemos na JUFRA é uma experiência franciscana que se insere numa experiência maior e mais abrangente: A EXPERIÊNCIA CRISTÃ. Foi essa a experiência que Francisco de Assis fez: uma experiência cristã; e a fez tão profundamente e tão radicalmente, que não teve como deixar de amar a sua Igreja e todos os que fazem parte dela, apesar de todas as contradições da sua época, justamente porque acreditava que podia fazer diferente, que podia fazer ‘evangelicamente’, estando inserido nela, se posicionando dentro e a partir dela!

É essa a experiência que deve conduzir o nosso processo constante de retorno ao nosso ideal, à nossa ‘experiência fundante’!

Temos realmente se lançado nessa experiência? A nossa vida tem sido um testemunho autêntico da pessoa de Jesus Cristo e da experiência que fazemos dele na nossa vida? O que ainda nos falta para vivermos essa experiência com maior radicalidade e ousadia?

Seja a celebração da Solenidade Pascal uma ocasião propícia para retomarmos todos estes questionamentos em nossa vida, à luz do próprio Crucificado-Ressuscitado que se encarnou de tal modo na história humana que fez do Projeto de Salvação do Pai o seu Projeto de Vida. Seja o Projeto de Vida de Jesus o nosso! Sejam sua Encarnação e doação fonte de inspiração para nossa caminhada, para retomarmos nosso compromisso de vivermos também nós, de maneira encarnada, a serviço dos Crucificados de hoje!

Que nesta Páscoa, à luz dessa experiência do Cristo que venceu a morte para nos dar a vida, antes de celebrarmos a vitória de Cristo sobre a morte, possamos nos unir a tantos irmãos que carregam a sua cruz e sofrem as dores da injustiça e da exclusão que o sistema capitalista lhes impõe, sistema este que muitas vezes o legitimamos, por nossa omissão e nossa falta de uma maior consciência crítica sobre a realidade que nos cerca, sobre a sociedade em que vivemos!

Que à luz do Acontecimento Pascal, a Juventude Franciscana renove e fortaleça, e faça nascer onde ainda não é visível, a sua missão de ser um sinal de transformação, capaz de realizar na sociedade a Páscoa: a Passagem, dos sinais de morte – individualismo, desigualdade, injustiça... – para os sinais de vida – fraternidade, solidariedade, justiça, paz...

Que o Senhor Jesus Cristo, que confiou a nós a Sua missão libertadora e salvadora, nos abençoe, nesta Páscoa e sempre, nos concedendo a graça de, por mais um Ano Pascal, abraçarmos, como fraternidade, esta Sua Missão”.

Feliz e abençoada Páscoa! Que o Senhor vos dê a Paz!
Fraternalmente,



Frei Wellington Buarque de Souza, OFM
Assistente Espiritual Nacional para a JUFRA do Brasil
Mayara Ingrid Sousa Lima
Secretária Fraterna Nacional da JUFRA do Brasil

Fonte: Rádio Vaticano.

domingo, 31 de março de 2013

Regional FFB - Alagoas


       Congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Santo Antônio

     
    A Família Franciscana do Brasil – Alagoas, em clima celebrativo unida à Congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Santo Antônio, louva a Deus por intercessão do Seráfico pai São Francisco, pela passagem do centenário da Congregação, fundada em 17 de fevereiro de 1913 – Boerdonk/Holanda, ao mesmo tempo em que agradece o relevante trabalho e disponibilidade das irmãs em servir a FFB-Alagoas.
      Que o Senhor as abençoe e volte sempre o seu olhar copioso sobre cada uma das irmãs.
Fraternalmente,
     
                                                                                                        Coordenação da FFB-AL.