domingo, 9 de setembro de 2012

Natividade de Nossa SenhoraNATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


08 de setembro é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.


Nossa Senhora, rogai por nós!
 
Fonte: www.canaonova.com.br

       ANIVERSÁRIO DO IRMÃO MARCELO ALVES

A Fraternidade Nossa Senhora do Bom Parto, em louvor e ação de graças ao Deus da vida, agradece e pede bênçãos e graças pela passagem do aniversário de nosso irmão MARCELO ALVES PINTO, hoje dia 09|09|12. O Bom Deus conceda tudo que seu coração deseja e conceda-lhe perseverança no caminho do bem. PARABÉNS querido IRMÃO!










quarta-feira, 5 de setembro de 2012


São Jerônimo - O tradutor da Bíblia

No próximo dia 30 de setembro comemoraremos a festividade de São Jerônimo, o tradutor da Bíblia.

Quem foi Jerônimo? Eusebius Hieronymus (+420) foi uma das personalidades mais importantes para a vida da Igreja, tradutor da Bíblia. Um homem que soube acolher a graça de Deus que agia em sua inteligência e dirigiu suas forças para o bem da Igreja.
Respeitado em seu tempo como pessoa de muita inteligência, sensível, embora um tanto ríspido, o santo tradutor teve contato com os grandes personagens de seu tempo, os quais hoje conhecemos como santos, entre eles Agostinho, Gregório de Nissa, Gregório Nazianzeno...

Formação e Vida: Jerônimo nasceu em Stridon, na Dalmácia, na fronteira da Iugoslávia com a Itália, por volta de 340. Como era de família abastada, recebeu boa formação em Roma, onde estudou retórica, gramática e filosofia. Aí teve por mestre Donato, e iniciou amizade com Bonósio e Rufino. Na noite da páscoa de 366 foi batizado pelas mãos de Libério, após ter pedido para ser catecúmeno. Em 373, instalou-se na Venécia, em Aquiléia, um centro econômico e literário, onde fundou um “mosteiro” intelectual em companhia de Rufino e Bonósio. Contudo dispersaram-se.

Em 374 partiu para o Oriente onde se fixou em Antioquia da Síria, junto a Evágrio. Nesse lugar aprofundou o estudo da língua grega. Conta-se que tinha um grande sonho de ter uma experiência eremítica. Assim, em 375, retirou-se para o deserto de Cálcis, onde procura levar uma vida de profunda austeridade. Em 379 ele volta a Antioquia, onde recebe o presbiterado das mãos de Paulino, que era bispo desse lugar.
No ano de 382 dirigiram-se a Roma, Jerônimo, Paulino, e Epifânio de Salamina. Jerônimo ficou como intérprete. E neste ano, Dâmaso conheceu o estilo de Jerônimo e o convidou para ser seu secretário. Em seguida pediu que Jerônimo revisse a tradução latina dos Evangelhos, tarefa que ele estendeu a toda a Bíblia, dedicando-se por vinte àquela tradução que viria a se chamar Vulgata.

Tradução da Bíblia: Conta-se que a amizade de um rabino que o orientava em algumas questões acerca da língua hebraica acabou por influenciar Jerônimo, de modo que seguiu cânon hebraico para tradução do Antigo Testamento, que tem sete livros a menos que a Septuaginta (Bíblia grega). Jerônimo foi o primeiro padre latino a tomar conhecimento do hebraico.

Que a vida deste santo homem e seu gosto pela Palavra de Deus nos ajudem a crescer na santidade e buscar iluminar nossa vida na mesa da Palavra.

Por que a Bíblia dos católicos é diferente da Bíblia dos evangélicos/protestantes?


Veja o texto de Frei Ildo Perondi na íntegra - www.ofmcapuchinhos.org.br

     Quem é que já não se perguntou por que a Bíblia dos católicos tem mais livros que a Bíblia dos evangélicos? Eles falam que nós (ou o papa) inventamos outros livros. Nós falamos que eles (ou Lutero) rasgaram alguns livros. Vamos tentar entender esta discussão.
     Tudo começou com a escolha do povo de Israel, o povo de Deus. Deus chamou este povo e fez história com ele, caminhou com seu povo e o povo caminhou com seu Deus. É uma história longa que começou com os nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara; Isaac e Rebeca; Jacó e Lia e Raquel), passou pelo surgimento das doze tribos, pela escravidão no Egito, êxodo e a forma comunitária de vida chamada tribalismo.
     Depois do tribalismo veio a monarquia. Profetas falavam em nome de Deus, mas o povo acabou se afastando do projeto de Deus pela sua infidelidade e pela má administração dos reis. Isso levou a divisão do reino: o país se dividiu em dois (Israel/Samaria – no norte; Judá – no sul). Israel foi dominado pela Assíria (721 a.C) e Judá pela Babilônia (586 a.C).

     A Bíblia Grega (LXX): Depois da volta do exílio, muitos hebreus viviam fora de Israel, exilados ou porque emigraram. Nesta época em quase todo o mundo se falava a língua grega. Os hebreus que viviam fora de Israel tinham dificuldade de ter acesso ao texto bíblico escrito em hebraico.
     Aconteceu que no ano 300 a.C. alguns escribas hebreus decidiram traduzir a Bíblia para o grego. Conta-se que se reuniram em selas separadas 72 escribas vindos de Israel (6 de cada tribo) e em exatos 72 dias cada um fez uma cópia. Depois de concluídos viram que os textos eram absolutamente iguais. Por isso, esta tradução é chamada LXX (Setenta) ou Septuaginta.
Entretanto esta tradução não foi aceita pelos hebreus residentes em Israel, já que acreditavam que Deus só “falava” em hebraico. Já para os hebreus que viviam fora de Israel foi um acontecimento importante, pois podiam ler, estudar e viver a Palavra de Deus.
     Porém eles foram mais longe: entenderam que alguns livros escritos fora de Israel faziam parte da história do povo de Deus e por isso também eram inspirados por Deus. Foi assim que incluíram na Bíblia mais sete livros: Eclesiástico, Sabedoria, Tobias, Judite, Baruc, 1 e 2 Macabeus e alguns trechos dos livros de Daniel e Ester e uma Carta de Jeremias.
     Resultado: os hebreus gregos ficaram com um texto a Bíblia “maior”, enquanto que os judeus ficaram com a Bíblia “menor”. E no ano de 87, os judeus de Israel, no Concílio de Jamnia, definiram de uma vez por todas que para eles a verdadeira Bíblia hebraica era esta “menor”.

     A Vulgata (Bíblia em latim): No século V, a língua falada e escrita no mundo já não era mais o grego, mas o latim. Em 382 o Papa Dâmaso pediu a São Jerônimo a tradução dos Evangelhos. Depois São Jerônimo foi morar em Jerusalém e conheceu um rabino muito famoso que lhe ensinou bem o hebraico. E assim começou a traduzir a Bíblia Hebraica (AT).
     O problema começou quando o rabino orientou São Jerônimo a não traduzir os livros do Antigo Testamento que foram escritos em grego (maior), mas a Bíblia hebraica (menor). Por pedido do papa, São Jerônimo acabou traduzindo e incluindo os livros da Bíblia grega, originando a tradução latina da Bíblia (chamada Vulgata, isto é, fácil), que também ficou “grande”.

     A Tradução de Lutero: Em toda a Igreja se usava a Bíblia “grande”. Mas no século XVI, Martinho Lutero, iniciou a Reforma Protestante. Lutero, no desejo de que as pessoas lessem a Bíblia na sua própria língua, fez a tradução para o alemão, e traduziu o Antigo Testamento a partir do texto Hebraico (menor).

     Daí em diante os movimentos reformistas adotaram a versão “menor”, que também fora adotada por Lutero, enquanto que os católicos continuaram com a Bíblia maior. É por isso que ainda hoje temos as diferenças: Bíblia católica com sete livros a mais que as evangélicas. É algo que vem de longa data, e que não aconteceu por uma invenção dos católicos ou um erro de Lutero.

 
Paz e Bem!

Festa de São Jerônimo

     Dia 30 de setembro comemoramos a festividade de São Jerônimo, o tradutor da Bíblia. Nossa homenagem ao Santo é feita com suas próprias palavras: “Se, conforme o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e sua sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo.” (São Jerônimo – do prólogo ao Comentário sobre o Profeta Isaías)

Tradutor e exegeta da Bíblia
foste um sol que a Escritura ilumina;
nossas vozes, Jerônimo, escuta:
nós louvamos-te a vida e a doutrina.



Fonte: deuspalavra.blogspot

Bíblias traduzidas em português

    Fui questionado sobre qual as traduções da Bíblia em português (Brasil) e quais as melhores traduções. Aproveito as dicas de Frei Ildo Perondi (veja - Temas Bíblicos) para responder.

a) Bíblia de Jerusalém: É o melhor e mais seguro texto bíblico que temos para estudo. É uma tradução bastante fiel, a partir dos textos originais, feita por bons biblistas. Não é um texto popular, porque procura traduzir de acordo com aquilo que está nos textos originais. É muito usada nos Seminários (inclusive Protestantes) e cursos de teologia. Traz boas notas de rodapé e informações sobre os textos paralelos. Possui também uma boa linha do tempo e da história no final, e boas introduções a cada Livro da Bíblia. Em 2002 foi feita uma revisão geral, melhorando ainda mais o texto.
b) Bíblia Sagrada – Edição Pastoral: É um bom texto, traduzido também por bons e sérios biblistas. A linguagem é bem popular. Isto é, um texto fácil e gostoso de ler. Foi traduzida há pouco tempo e é a Bíblia recomendada para o povo. Tem boas introduções a cada livro, porém as notas de rodapé nem sempre são boas.
c) Bíblia da CNBB: É uma tradução que acabou de ser editada. O texto é bom, numa linguagem boa e bem fácil. Seu objetivo é litúrgico. Ou seja, um texto para a liturgia em toda a Igreja do Brasil. Exemplo de um texto traduzido: 2Tm 3,17 “... a fim de que toda pessoa seja útil para a boa obra” (o termo grego no original é antropos, isto é, “homem”. Mas a maioria das pessoas nas celebrações são mulheres. Uma Bíblia para estudo deve traduzir “homem”; uma Bíblia litúrgica, traduz corretamente também quando interpreta e traduz “pessoa”).
d) TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia): Foi feita a tradução por Católicos, Protestantes e Hebreus. Por isso, o texto procura ser conciliatório, às vezes difícil. Também a ordem de colocação dos livros da Bíblia, não é sempre como nós conhecemos. Mas tem boas introduções e também notas de rodapé muito boas.
e) Bíblia Ave Maria: É uma das mais antigas versões populares da Bíblia. Mas a tradução para o português não foi feita dos textos originais. E parece que nem todos os tradutores eram biblistas. Por isso, contém muitos erros, expressões confusas, palavras mal traduzidas... A maioria dos biblistas não gosta desta tradução.
f) Bíblia Mensagem de Deus (edições Loyola). Possui um texto bom, uma tradução fiel, apesar de não ser uma Bíblia muito conhecida.
g) Bíblia “O Pão Nosso” (Vozes). Também tem um bom texto, com poucas notas de rodapé e também não é muito conhecida.
h) Bíblia do Peregrino: É uma tradução feita há pouco pelo biblista L. Alonso-Schökel e sua equipe. O texto é bom, mas às vezes um pouco confuso. Tem muitas notas de rodapé. Porém custa muito caro.
i) Bíblias Protestantes: Quase todas as Bíblias Protestantes seguem a tradução feita por João Ferreira de Almeida, editadas pela Sociedade Bíblica do Brasil. Foram traduzidas dos originais. São bons, pois a tradução é fiel, mas possuem poucas notas de rodapé e sem introduções aos livros. Para nós Católicos não possuem os sete livros da Bíblia “grande” do AT (que nós consideramos também inspirados). As outras traduções protestantes são muito fracas. A Bíblia das Testemunhas de Jeová, manipula e traduz mal os textos.

DICA: se você pensa em comprar uma Bíblia pondere o seguinte para a aquisição: 
- se você quer um texto bom para acompanhar a liturgia, para rezar, e com uma linguagem mais fácil (e fiel ao original), compre a Bíblia da CNBB (não é cara e o texto é bom); 
- se você quer uma Bíblia para catequese, grupos de reflexão, e que tenha um rodapé que lhe dê algumas pistas para a reflexão, adquira a Bíblia edição Pastoral;
- se você precisa de um texto para estudo, que lhe dê suporte de textos paralelos e dicas sobre tradução de algumas palavras, adquira a Bíblia de Jerusalém (é bem mais cara, mas ótima!)


São Francisco e a palavra de Deus
    São Francisco de Assis palmilhou a estrada de sua existência no e a partir do Evangelho de Cristo. Foi na Sagrada Escritura que Francisco encontrou aconchego, conselho e exortações para sua vida. Na Palavra de Deus o Homem de Assis soube certamente buscar o que ansiava sua alma, e estabeleceu nesta Palavra o fundamento de sua vida.

    São Francisco radicalmente viveu o Evangelho, não porque era um homem santo desde seu nascimento, pelo contrário, soube abrir espaço em seu coração para escutar, amar, refletir e viver a Palavra de Deus. São Francisco foi como o mestre da lei da Parábola de Jesus, do Evangelho de Hoje (1), “que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”. (2)

    Embora Francisco mesmo em seu testamento considerava-se “iletrado”, ele soube profundamente compreender a Palavra de Deus. Para tanto, Francisco ouvia, refletia e vivia. Ouvir no modo de São Francisco não significa apenas ouvir a algo que me é dito, mas sim auscultar, que por sua vez diz do modo simples de ouvir atentamente. Quem ouve atentamente a algo ouve com o coração. Uma vez ouvido com o coração Francisco memoriza a Palavra de Deus e reflete profundamente com amor em seu coração. Para refletir profundamente a Palavra de Deus é preciso abrir-se a luz da divina sabedoria. Quando nos ‘pré-dispomos’ a refletir algo sob a luz divina percebemos que tal reflexão brota em nosso coração, pois é próprio Deus agindo em nosso ser.

    São Jerônimo que rememoramos hoje, assim como a Bíblia, pôs seus talentos a serviço de Deus por intermédio do papa Dâmaso, que o encarregou de preparar a Bíblia em latim. “Jerônimo nasceu em Estridão (Dalmácia) cerca do ano 340. Estudou em Roma e aí foi batizado. Tendo abraçado a vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado sacerdote. Regressou a Roma e foi secretário do Papa Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica. Mais tarde estabeleceu-se em Belém, onde continuou a tomar parte muito ativa nos problemas e necessidades da Igreja. Escreveu muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura”. (3)São Jerônimo assim como São Francisco nos ensina a amar e colocar a Palavra de Deus em nosso coração.

    Sendo assim, ouvir, refletir, amar e viver a Palavra de Deus foi o cotidiano da vida de Francisco. Por isso, entendemos que “para o santo de Assis a Sagrada Escritura se define como uma pedagogia divina. Nela e com ele Francisco cresceu até a maioridade do amor. Através da Sagrada Escritura atingiu a união com Deus e a contemplação, que Boaventura chamava de o prêmio da felicidade eterna” (4)
 
    Com esta reflexão encerramos o mês da Bíblia, comprometendo-nos com a Palavra de Deus e deixando que a Inspiração divina nos guie nos caminhos da existência, assim como fez com São Francisco.

                                                
                                                                         Frei Osvaldo Maffei, OFM

1) Cf. Mt 13,47-53

(2) Mt 13, 52

(3) OFICIO DIVINO. (Breviário) Petrópolis: Vozes, 2000, p.1384.

(4) DRAGO, Augusto. Palavra de Deus, Sagrada Escritura. Dicionário Franciscano. Petrópolis: Vozes, 1983, p.532.


               Fonte: Franciscanos-rs




SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA

DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS
A PARTIR DO EVANGELHO DE MARCOS

Como nasceu o Mês da Bíblia?
O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.

Objetivos
- Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil;
- Criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação;
- Facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.

Histórico do Mês da Bíblia
1971: A celebração do Mês da Bíblia, na Arquidiocese de Belo Horizonte por sugestão e coordenação das Irmãs Paulinas, do Pe. Antonio Gonçalves e de outras pessoas.
1976: Foram visitadas 30 dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo propondo o Mês da Bíblia como opção de evangelização, em continuidade à Campanha da Fraternidade.
1978: O Mês da Bíblia se estendeu, oficialmente, ao Regional Leste 2 da CNBB, Minas Gerais e Espírito Santo, e a muitas outras dioceses do Brasil.
1985: Animado pelo Serviço de Animação Bíblica – SAB, o Mês da Bíblia se estendeu a todo o Brasil e a outros países da América Latina.
1997: Com o projeto “Rumo ao Novo Milênio” (RNM), foi proposto o estudo dos quatro Evangelhos, no decorrer do ano.
2001 - 2003: Prosseguiu com o Projeto “Ser Igreja no Novo Milênio”.
2004 - 2007: Continuou com o Projeto “Queremos ver Jesus”.
2008 - 2010: Prosseguiu com Projeto Brasil na Missão Continental “A alegria de ser discípulo/a missionário/a”.
2011: Continua com o Projeto “Brasil na Missão Continental” e de Iniciação à Vida Cristã.

Temas do Mês da Bíblia de 1971 a 2011
01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia
06) 1976 Bíblia, Deus caminhando com a gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação - Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Livro de Rute
16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo 19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta - O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João, cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens de Paulo
22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra - 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor – Cântico dos Cânticos
25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de 1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16 a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do II e III Isaías
36) 2006 Come teu pão com alegria - Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom - Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta aos Filipenses 
40) 2010 Levanta-te e vai à grande cidade - Introdução ao estudo do profeta Jonas
41) 2011 Travessia: passo a passo, o caminho se faz (Ex 15,22-18,27) com o lema “Aproximai-vos do Senhor” (Ex 16,9)
41) 2012 Discípulos missionários a partir do evangelho de Marcos

Louvamos e agradecemos a Deus por estes 40 anos de compreensão, vivência e anúncio da Palavra de Deus. Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo para podermos cada vez mais amá-La (cf. Verbum Domini, 5).
Mês da Bíblia 2012
A proposta para o mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associada ao Projeto nacional de Evangelização: O Brasil na missão Continental. Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e reassumido pela Assembléia dos Bispos do Brasil em 2011.
O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revisitar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Jesus Cristo, a convenção, o discipulado, a comunhão fraterna e a missão.
O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o lema é: Coragem!Levanta-te!Ele te chama!É a expressão presente na narrativa da cura do cego Bartimeu em Mc 10,49. È um texto relevante em Marcos, que nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo.
Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.

  QUEM É O AUTOR?

Quem é Marcos? A tradição mais antiga o identifica com João Marcos (At 12,12), acompanhante do apóstolo Paulo (At 13,5. 13; FM 24), primo de Barnabé (CI 4,10), natural de Jerusalém. Ele era cristão convertido do judaísmo e discípulo de Pedro (1 Pe 5,13). Essa tradição remonta a Papias, bispo de Hierápolis (c. de 120-130 E.C.).
Conforme os estudos do Segundo Testamento, o evangelista Marcos ou a sua “escola” teria escrito o evangelho em Roma ou, com maior probabilidade, na região Siropalestinense, entre os anos 65 e 70, imediatamente após a destruição de Jerusalém (cf. Mc 13).
Porém não há como conhecê-lo sem ser mediante os elementos presentes no texto, como sua linguagem, estilo e outros aspectos literários. Marcos escreve de forma simples, numa linguagem muito própria à literatura popular grega. As narrativas são apresentadas de forma bem elaborada e o autor é muito cuidadoso nos detalhes.
Tudo indica que ele era um judeu-cristão de língua grega e aberto á missão universal.
O Subsídio está dividido em quatro temas, preparados para o estudo e aprofundamento destes capítulos, além de uma celebração final para a conclusão dos encontros.


No primeiro tema: O chamado dos primeiros discípulos, “Siga-me”.
O Evangelho segundo Marcos, provavelmente, foi o primeiro texto da catequese das primeiras comunidades. Ele tinha como principal finalidade responder à pergunta: “Quem é Jesus?” e ao mesmo tempo mostrar o que significa ser discípulo.
Os textos para a nossa reflexão (Mc 1,16-20; 2,13-14) têm como cenário a Galiléia. Nesta região cruzavam-se importantes estradas que se dirigiam por todas as direções. É considerada uma terra pagã, pois sua população é bem mesclada entre gregos e os povos da região, resultado de inúmeras invasões. Por isso, é vista com desprezo e desconfiança e na época chamada de a Galileia das nações ou dos pagãos. Porém, para o Evangelho de Marcos é uma região importante, visto que a maioria dos acontecimentos ocorreu na Galiléia e foi lá que Jesus passou a maior parte de sua vida e de seu ministério.

No segundo tema: Quem é Jesus? “Tu és o Messias”.
A pergunta “Quem é Jesus” (cf. Mc 8,27) é o centro do Evangelho segundo Marcos, ponto de chegada da primeira metade do Evangelho. Essa pergunta nasce da necessidade da comunidade de conhecer Jesus, para melhor segui-lo. Dentro da comunidade havia vários questionamentos sobre a pessoa de Jesus. Uns acreditavam que ele fosse João Batista; outros que ele fosse Elias; e outros, ainda, um grande profeta. Por isso o evangelista vai delineando a identidade de Jesus por meio das suas palavras, de suas ações e atividades, para que a própria comunidade pudesse responder a essa pergunta.

No terceiro tema: Coragem! Levanta-te! Ele te chama! “Mestre que eu possa ver novamente”.
Jesus atende à súplica do cego que grita por ele, não obstante à repreensão dos que o acompanhavam, e chama-o. O cego deixa o manto. Isso é revelador se considerarmos que o manto é figura da própria pessoa; era também o que ele tinha para cobrir o seu corpo, a sua segurança. Ele então deixa de lado, de algum modo, sua vida e sua segurança. Com esse gesto O evangelista indica que o cego/discípulo cumpre agora as condições do seguimento: Ele deixa tudo para seguir Jesus, aceitando carregar a cruz e disposto, se preciso for, a dar a vida.

No quarto tema: Aonde nos leva o medo? Como vencer o medo?
Lendo os últimos capítulos do Evangelho segundo Marcos, ficamos impressionados com as atitudes negativas dos discípulos em contraste com o dom total de Jesus. Os doze tinham vivido com Jesus durante um bom tempo, decididos a segui-lo até se realizar o Projeto do Reino de Deus que ele pregava. Jesus lhes tinha avisado o que os esperava: perseguição, sofrimento e morte. Mas também ressurreição.

Na celebração final, aprofundamos a fé. “A tua fé te salvou!” 

Fonte: www. paulinas.org.br